Nor-destino
Nascer pobre dentro de uma rede,
Num peito seco a matar a sede,
Ser para sempre um pobre menino,
Sonhar com São Paulo ou com o Rio,
viver sempre a sofrer, anos a fio,
Será que é isso o nor-destino?
Não é só isso, é fazer baião
como fazia o grande Gonzagão,
É fazer da poesia um hino
como Suassuna, o vate do Nordeste
Ou o repentista, o bom cabra da peste,
Isto também, decerto é nor-destino.
Ser nordestino é nascer baiano,
Alagoano, cearense, sergipano
E é o que sempre fui desde menino;
É ter orgulho de lá ter nascido
E apesar de no Rio ter vivido
Ter sempre a honra de ser nor-destino.
Ser poeta
A minha testa
Sempre me atesta
Que se há uma festa
Eu faço a festa.
Meu universo
è bem diverso
E se é adverso
Eu faço um verso.
Se algo me afeta
Para tingir minha meta
Nada mesmo me deleta
Eu sou poeta.
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